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[RP INDIVIDUAL] Empatia

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[RP INDIVIDUAL] Empatia

Mensagem por Lana D'yer Elrien em Qui Fev 18, 2016 11:31 pm


EMPATIA
RP INDIVIDUAL


Intrigada em todos os sentidos, Lana decide procurar por Lex, ainda que saiba dos riscos. Chegando próximo à casa do garoto, depara-se com duas figuras agressivas e perigosas. Após sofrer um ataque, recebe ajuda e a partir de então tudo fica ainda mais confuso...

Lex revela uma ligação intensa e misteriosa entre os dois, algo que definitivamente não pode ser tratado como normal.


Participantes:   Lana D’yer Elrien & A(lex)ius (NPC)
Data:  Fevereiro/2016
Clima:  Gelado / - 1 grau
Horário:  Por volta das 08:00hrs
Local:  Ruas de N.Y

>> RP INDIVIDUAL FINALIZADA  <<


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Re: [RP INDIVIDUAL] Empatia

Mensagem por Lana D'yer Elrien em Qui Fev 18, 2016 11:59 pm



— LANA D'YER : NYXER — RP INDIVIDUAL — EMPATIA
<
I'm only human, and I crash and I break down.  Your words in my head, knives in my heart You build me up and then I fall apart.

'Cause I'm only human!
Eu estava no galpão que servia como minha morada. A noite havia caído bem cedo, pois era inverno. O frio me incomodava, apesar de eu improvisar uma fogueira no grande e enferrujado tambor de ferro. Estava sentada sobre um sofá furado que virara minha cama, recostava-me contra seu apoio desnivelado e olhava para a caixa de remédio que recebera de Lex. Muitas horas haviam passado desde nosso encontro, mas ele não me saia da cabeça. Além de tudo, tinha minha desconfiança, eu não sabia se podia tomar um comprimido daquele. Mas as dores eram fortes, ainda mais quando a temperatura caia.

- Mas o que ele poderia ter feito com uma caixa de remédios lacrada que mal saiu da prateleira e já veio pro meu bolso? – dei voz aos meus pensamentos. Não iria conseguir dormir sem tomar ao menos um daqueles comprimidos. Por isso esqueci de tudo, inclusive do meu orgulho, abri de qualquer maneira aquela caixa e engoli uma das pílulas.

Infelizmente a noite fria, meus ferimentos e minhas dores não me davam outra opção a não ser permanecer da maneira que estava. Esperei o remédio começar a fazer efeito enquanto continuava a pensar sobre o misterioso garoto com quem encontrara mais cedo. A maneira dele se aproximar foi suspeita, e eu ainda tentava encontrar alguma resposta sobre como ele saberia sobre ‘as vozes’. Foi nesse momento que percebi que por todo aquele dia não havia ouvido nenhuma delas, era como se tivessem me abandonado. Essa possibilidade me atormentou, pois já tinha me acostumado com a presença das entidades, inclusive algumas poderiam me ajudar naquela tarefa, mas nenhuma aparecia...

Suspirei de maneira pesada, relembrando assim que ainda tinha a costela ferida. Senti como se revirassem meu pulmão ao avesso, ainda levaria um pouco mais de tempo para que minhas dores se tornassem ao menos suportáveis. E nesse momento eu teria que ficar sentada, ereta, sem nenhum tipo de movimento mais brusco ou respiração mais profunda. O que me levou a pensar ainda mais e tomar uma decisão: eu encontraria Lex novamente, mesmo podendo estar me colocando em risco. Acabei dormindo sentada, o cansaço foi mais forte.

No dia seguinte pude me sentir um pouco mais tranquila, acordei com as vozes sussurrando.

- Ela não parece bem.

- O que será que aconteceu?

- Eu não sei, mas espero que tudo esteja de volta ao normal.


Levantei-me com cuidado, recomeçando a mesma rotina. Tentava me concentrar no que as vozes diziam, mas tudo parecia não ter relevância. Justamente no dia em que precisava de muitas informações, elas decidiram cochichar entre si, sempre falando coisas que não me ajudavam em nada. Decidida a obter respostas, tomei mais um comprimido e retornei ao lugar que visitara anteriormente.

Era muito mais cedo que no dia anterior, mas isso não foi sinônimo de que eu estaria mais segura. O lugar ficava na periferia da cidade e justamente naquele horário todos delinquentes pareciam guardar cada esquina. Mesmo percebendo a movimentação estranha, inclusive ouvindo avisos das vozes que me aconselhavam a recuar, decidi seguir em frente. O apartamento de Lex estava próximo, em breve conseguiria até mesmo enxergá-lo.

Atravessei a rua e tudo poderia continuar seguindo sem contratempos, mas duas figuras sinistras apareceram me cercando.

- O que a belezinha faz sozinha andando por essas bandas? – o primeiro falou, mas nem por isso eu parei, pelo contrário, comecei a andar mais rápido.

- Não sabe que é proibido gente desconhecida passar por aqui a certas horas da manhã? – um outro começou a falar e como se não bastasse, ainda tentava tocar meus cabelos. Esquivei-me rapidamente, já abalada pelo susto. Eles eram grandes e não pareciam confiáveis, na realidade os dois pareciam bem perigosos.

Fui obrigada a parar meus passos. Por onde eu tentava seguir, algum daqueles dois se colocava à minha frente. Suas risadas demonstravam o quanto estavam se divertindo em me amedrontar. Perdendo as esperanças de que eles me deixariam em paz, resolvi revelar o motivo de estar ali:

- Eu só vim procurar o Lex. – disse em um tom baixo, de maneira acuada e cabeça baixa. Sequer era capaz de encarar aquela dupla. Por toda minha vida não aprendi a me mostrar como desafiadora ou super segura. Tudo o que mais queria naquele momento era evitar começar uma confusão com dois bandidos em um bairro barra pesada, estando sozinha e machucada. Alguns poderiam achar essa minha atitude covarde, eu já prefiro chamá-la de precavida.

- Lex?! – o homem aparentemente mais desenvolto disse, estando à minha frente. Não parecia certo se conhecia ou não aquele nome.

- Alexius! O emo viadinho, filho da louca que se diz bruxa. Eles moram no sobrado acima da padaria do Jimmy. – o segundo disse. Estava atrás de mim e parecia ainda mais apavorante. Ele não mostrava nenhum sorriso, tinha um olhar que beirava ao psicótico e uma expressão carrancuda. Aquela figura me dava calafrios. O grandão parecia ter a força e selvageria de um tanque capaz de demolir qualquer coisa que encontrasse pelo caminho. Aquele homem deixava claro o quanto era agressivo e eu não conseguia passar mais de dois segundos olhando para ele. Contudo, não fui capaz de disfarçar minha desaprovação pelo seu comentário.

Eu seria muito mais inteligente se decidisse simplesmente ignorar as palavras, continuar me mostrando como uma simples garota assustada, mas não. Naquele momento precisei olhar fixamente para o maldito, mostrando como não aceitava seus comentários. Eu deveria aprender a dissimular bem meus sentimentos, mas não conseguia.

- Tem algum problema com o que eu disse? Está incomodada? – o grandão questionou, avançando um passo minha direção. Sua marra era intimidadora, e ele ainda havia sacado seu canivete super afiado de dentro de um de seus bolsos.

Preferi permanecer calada. Voltei a abaixar a minha cabeça e recuei, tentando me livrar de sua aproximação.

- Não seja tão marrento, Oliver. Ela só deve estar decepcionada. – disse aquele que era o mais debochado, e não parou por aí.

- Mas ainda gostaria de saber como uma garota tão bonita vem procurar aquele esquisito. A não ser que... – ele baixou seus olhos.

- Será que você tem alguma surpresa entre as pernas? – assim, fez menção de que iria tocar em uma área muito particular minha e sem o mínimo de pudor. Reagi prontamente, empurrando e dessa vez elevando minha voz:

- Não me toque!

Logo sofri com o revide daquele delinquente, também sendo empurrada. Acabei caindo de mau jeito, chocando meu corpo já castigado contra a parede, pois meu pé manco mostrou-se incapaz de me manter firme e de pé. Sofri com o impacto, batendo forte meu ombro e lado esquerdo da cabeça, sentindo os arranhões instantaneamente se abrirem no canto direito de minha testa, mas o pior mesmo foi a dor na área das costelas. No mesmo instante urrei de dor. Um urro fraco, que veio acompanhado por algumas lágrimas.

- Tão ridícula... – o debochado tripudiou de minha condição e se aproximou novamente, enquanto eu me forçava a levantar.

- Hey! – alguém gritou de maneira agressiva e indignada, conseguindo arrancar um suspiro aliviado de minha parte, pois o bandido parou. Os dois delinquentes olharam na direção de onde partira a voz e eu fiz o mesmo. Nos deparamos com Lex, mas ele estava diferente. Parecia enfurecido, já não aparentava ser o rapaz simpático que eu conhecera no dia anterior. A dupla de bandidos não se mostrou surpresa.

- Você sabe que não deve ficar se intrometendo nos nossos assuntos. Nada de querer bancar o herói nessa área. – um dos bandidos disse com um sorriso de escárnio bem arreganhado.

- Dá o fora daqui, já perdeu a bonitinha. Ela não vai querer mais saber de você, bambi, quando receber o trato que vamos dar nela. – o homem tanque continuou.

As ameaças não paravam, a cacofonia de vozes se intensificava na minha cabeça. Meu corpo reagia ao perigo, fazendo meu sangue fluir como se estivesse carregado pela mais pura energia negra. Eu não sabia o que fazer, se permitia ser dominada pelas sombras ou se mantinha o controle. Em um certo momento meus olhos se encontraram aos de Lex, percebi o quanto ele estava preocupado. Foi então que eu não consegui mais desviar de seus olhos. Porém, isso não foi o mais estranho, o que vi em seguida que foi. Os olhos claros do rapaz ganharam um círculo prateado ao redor da íris e pouco a pouco toda aquela íris ficou na mesma cor brilhante. Ele olhou para o mais debochado da dupla e sua expressão mudou, ficou descontrolada. Lex correu na direção dos bandidos, foi rápido o suficiente para chegar ao debochado antes que este sacasse uma arma. Lex golpeou o bandido com uma força impressionante, derrubando-o com facilidade.

- Cuidado! – consegui gritar, naquele momento minhas dores pareciam ter sumido e eu podia me levantar. Levantei-me, precisava fazer alguma coisa, o cara que parecia o próprio cão em fúria estava prestes a golpear o garoto com seu canivete. Avistei a pistola do primeiro bandido, ela tinha caído antes mesmo dele poder firmá-la em sua mão. Eu não sabia o que iria fazer com uma arma em punho, mas não aceitava a ideia de permanecer como um peso morto, a donzela em perigo, enquanto alguém aparentemente mais fraco lutava contra dois homens grandes e armados para tentar me defender. Mas Lex foi rápido em simplesmente tocar o pulso do delinquente que continuava de pé. Dessa forma ele conseguiu bloquear o golpe, e como se não bastasse, o bandido ainda caiu no chão, se contorcendo de dor.

Eu tinha a pistola em mãos e corri até Lex, mas vi o primeiro bandido tentando se levantar e me virei para ele, apontando a arma em sua direção.

- Não se mexa!

O maldito abriu um largo sorriso, sua boca estava coberta pelo seu próprio sangue, mas ele ainda se manteve firme em dizer:

- Vai atirar? Nem sabe destravar uma arma.

Ele estava certo. Por um segundo tentei descobrir como fazia isso. Vi o delinquente cuspir seu sangue e tentar se levantar, mas nem teve tempo. Lex apareceu ao meu lado, destravou a pistola e sem dizer uma palavra atirou no joelho do maldito. O grito de dor e o forte estampido de tiro fizeram meus ouvidos zunirem. Lex tirou a arma da minha mão e me surpreendeu jogando seu braço esquerdo sobre meu ombro, parecia ferido. Com um olhar rápido tentei encontrar algum indício de onde estaria o ferimento, mas nada enxerguei. Sendo assim, apenas pude servir de apoio até ele levar a mão na direção de sua costela direita, justamente a área onde antes eu sofria com a contusão.

- Como você consegue suportar isso? Dói pra caralh*. – ele fez uma careta de dor e pela primeira vez eu cogitei a possibilidade de Lex ser capaz de ‘roubar’ minhas sensações, mas não tive a oportunidade de comentar sobre isso.

- Vamos para minha casa. – ele disse.

Eu não tive como recusar, não depois de tudo o que tinha acontecido. Olhei para os dois homens caídos no chão. O com o joelho estourado chorava como uma menininha, o tarado parecia desmaiado. Servindo de apoio, segui com Lex na direção que ele indicava, olhando ao meu redor e percebendo que alguns moradores observavam discretamente tudo o que acontecia pelas suas janelas.

Paramos de frente à padaria, naquele momento eu já voltava a sofrer com as dores e elas pareciam ainda mais intensas. Dessa vez Lex que teve que me ajudar. Subimos alguns degraus de uma escada que parecia infinita. Paramos na entrada do sobrado do garoto, eu já me preparava para encarar sua mãe. Imaginava que certamente ela torceria o nariz para minha chegada, e estaria completamente certa. O filho acabara de se envolver em uma grande confusão por minha causa. Desde o momento que nos afastamos dos delinquentes, passei a pensar no que aconteceria com ele...

- Eu tenho um chá mágico que vai fazer você melhorar em poucos minutos. – Lex interrompeu meus pensamentos, ajudando-me a entrar. Eu busquei pela mãe dele, mas aparentemente ela não estava no local. O rapaz me ajudou a sentar em uma cadeira, colocou a pistola que ainda carregava sobre o balcão da cozinha e depois mexeu em um armário, parecia procurar alguma coisa, enquanto isso falava.

- Eu sei que você está doida para receber respostas, mas vamos cuidar primeiro de você e depois eu te falo tudo.

- Ótima ideia. – respondi, analisando cada ponto daquele sobrado. Estava um pouco bagunçado, mas era grande. O cômodo em que estávamos parecia uma grande cozinha misturada à sala de jantar e estar. Os móveis eram antigos, um pouco degradados pelo tempo. O odor característico do local era uma mistura de ervas, era gostoso, transmitia calma. Mas o mais interessante ali eram os quadros pintados à mão, eles pareciam símbolos do ocultismo. Ainda havia uma estante repleta de livros, mas por estar um pouco longe eu não conseguia enxergar nenhum título.

Uma xicara de chá foi colocada à minha frente sobre a mesa, depois disso Lex também se sentou de frente a mim. Sorria, parecia nem se lembrar do que tinha acontecido. Antes mesmo de eu falar qualquer coisa, ele respondeu:

- Minha mãe está trabalhando. Ela não se importaria em te encontrar aqui.

Primeira questão respondida. Olhei para o chá, pelo menos o cheiro era bom.

- Pode beber, ele te fará bem. – Lex disse e tomou um gole da minha xícara, oferecendo-me logo depois. Peguei a xicara e também bebi, olhando ainda meio desnorteada para ele. O rapaz suspirou, mantinha um sorriso terno nos lábios, eu sabia que conseguia captar cada emoção que eu sentia. Aquilo era estranho.

- Pelo menos você agora confia em mim.

- Eu quero saber de tudo. – tomei coragem e disse, interrompendo-o. Bati com a xicara contra a mesa, encarando-o com firmeza. Era a hora da verdade.

- Como ontem você sabia das vozes, como hoje você fez tudo aquilo? Quem é você realmente?

Para minha sorte ele não tentou me enrolar, foi diretamente ao ponto. Arregaçou a manga direita de seu casaco e depois me mostrou uma tatuagem curiosa que tinha no antebraço. Então disse:

- Isso apareceu da noite para o dia, na mesma época em que eu comecei a ter sonhos estranhos.

Eu olhei com atenção para a tatuagem, ela me trazia uma sensação familiar, mas eu não a reconhecia.

- Aonde você quer chegar? – questionei.

- Nesses sonhos você aparecia. Eu não sei explicar, mas eles sempre eram muito reais. Eu assistia seu sofrimento, eu sofria com ele. Queria ajudar, mas não podia. E quando acordava tentava me convencer de que era simplesmente isso, um sonho, até te encontrar naquela farmácia. – Lex me olhou profundamente nos olhos, agora parecia extremamente sério. Eu não conseguia duvidar de suas palavras.

- Você pode imaginar o quanto fiquei surpreso em perceber que você não era apenas um sonho? Você é real. E tudo o que eu vi também deve ser. Eu te assisti se deparar com monstros, você se sentiu tão confusa e decepcionada. Tão desesperada que para fugir se esqueceu do perigo e se lançou pela janela.

Eu sabia exatamente sobre o que ele falava. Foi o dia em que me deparei com a face monstruosa de Érebus...

- Você foi muito louca. E nesse primeiro sonho achei que tivesse morrido, até acontecer novamente...

- Como aconteceu de novo? – perguntei. Era muito confuso tudo o que ele revelava, mas não tinha chances de ser mentira. Algo muito estranho estava acontecendo e eu, com minha curiosidade, precisava ter ideia do que era.

- Você estava em seu quarto. Quando uma ruiva apareceu, você se sentiu furiosa e tentou enfrentá-la, mas a força dela era muito superior.

Agora ele falava de Tori. Eu estava pasma. Não precisava que desse detalhes, eu reconhecia cada fato que ele contava.

- Foram só estes dois sonhos?

- Não, mas esses foram os mais intensos. Depois, apesar de sonhar com mais frequência, foram coisas sem sentido. Você estava diferente, a época parecia diferente. Você era uma feiticeira fod* pra caralh*. – ele riu, retomando um ar travesso característico, mas eu me mantive séria. Feiticeira? Ele deveria estar delirando...

- Tem alguma explicação sobre isso? – quando perguntei, ele percebeu o quanto eu estava levando o assunto com seriedade, por isso escondeu seu sorriso e me respondeu.

- Eu perguntei à minha mãe, é ela que entende mais sobre isso. Mas o que ela me disse foi que eu deveria seguir o curso das coisas, que as respostas viriam com o tempo. Dai ela me deu um pentagrama e disse que era pra confiar em Nyx. E só.

- E só... – suspirei após murmurar, estava decepcionada. Pensei que encontraria respostas reais e não um garoto que parecia mais perdido do que eu.

- E o que faremos agora? – perguntei enquanto me servia do último gole de chá. Lex sorriu, confiante ao me responder:

- Descobriremos isso juntos, não está claro?

- Nada está claro! – eu disse, tocando em seu braço, olhando mais uma vez para a tatuagem misteriosa, passando a ponta de meu dedo sobre as curvas bem desenhadas. Ficamos em um profundo silêncio, até que algo estranho aconteceu. Uma visão repentina e breve. O tempo não era o atual, as pessoas eram raivosas e gritavam como demônios ultrajados e vingativos. Eu sentia o calor da fogueira, o fogo estava por todos os lugares, eu sabia que estava prestes a ser queimada vida.

Saltei da cadeira quando senti as brasas engolindo meus pés. Olhei para Lex, ele tinha seus olhos arregalados e me perguntou:

- Você também viu?

- Fogo... – sussurrei e olhei para meus pés, a área que senti arder pelas brasas. Felizmente eu estava intacta, tudo foi apenas uma alucinação, ou... Uma lembrança.

- De alguma forma estamos ligados. – ele comentou visivelmente fascinado, mas eu ainda tinha minha última pergunta:

- E como você fez aquilo? Como fez para derrubar aqueles brutamontes?

- Isso é fácil de responder. Eu sou um mutante empata, especialista em drenos e reversões. – o rapaz deu de ombros, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo...


◉ informações

Spoiler:
~ Música: Falling In The Black
~ Tattoo de Lex: Significa 'Tranferência'
~ Palavras: 3.018
~ Em breve fichinha (NPC) do mocinho.
~ la la la
~ Qualquer dúvida, MP!
~ Beijos!

DATA:: 06/02/2016 ||  MANHÃ || INVERNO
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Re: [RP INDIVIDUAL] Empatia

Mensagem por Gambit em Sab Mar 26, 2016 12:27 am

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Re: [RP INDIVIDUAL] Empatia

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