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[Status] Elliot Gibbins - iBoy

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[Status] Elliot Gibbins - iBoy

Mensagem por Elliot Gibbins em Sab Fev 18, 2017 3:13 pm

start the riot
16 Anos
Wakanda
Mutante
Alunos
iBoy
Caótico/Bom
Descrição física
Justin Martin
PERSONALIDADE
Elliot é um jovem de poucas palavras ou quase nenhuma. Está sempre andando sozinho, guardando seus pensamentos para si mesmo e evita olhar nos olhos das pessoas quando está conversando. Mesmo desconfiando de tudo e de todos é muito leal a amigos que faz jogando-se na frente dos perigos se precisarem defendê-los. Do tipo que faz o sacrifício heroico sem pensar duas vezes. Odeia ser centro das atenções. Por sua natureza silenciosa, se tornou um especialista em analisar a língua não falada, a linguagem do corpo, por isso é muito difícil lhe enganar. Odeia qualquer manifestação de injustiça por isso faz o que pode, aonde pode para reverter esses quadros, a maioria maçante das vezes sem trazer os holofotes diretamente para ele. Sempre acompanhado de sua Caixa Materna, que pode se disfarçar de outros objetos quando ele quer.
HISTÓRIA

Elliot nasceu em Wakanda, numa pequena aldeia chamada Kzanja, próximo ao lago Victória. Aluffa, seu pai era um homem de temperamento moderado, muito sábio para sua pouca idade, extremamente religioso e respeitoso com seus ancestrais. Guardava um profundo respeito pelas pessoas a sua volta e cultivava a paciência. Em todos os momentos que se lembra de seu pai, lembrava o quanto suas palavras calmas podiam quebrar ou levantar a vontade das pessoas. Talvez todo esse temperamento e jeito fosse um pré-requisito para sua profissão. Ele era um gênio. Através de seu conhecimento da tecnologia wakandiana, ele fazia suas criações para ajudar sua comunidade ou as pessoas com suas tarefas. Kzanja, mesmo uma aldeia, era uma das maiores fornecedoras de produtos agrícolas para a capital Birnin Zana. Contudo seu pai era tão compreensivo que as pessoas acabavam engabelando-o deixando suas invenções sem pagamento. Talvez esta fosse à única coisa que não invejava da personalidade de seu pai e nunca entendeu como seus pais se apaixonaram mesmo sendo tão diferentes. Aluffa ensinou a seu filho o orgulho de seus ancestrais, do seu país, o respeito à religião e ofereceu os mais preciosos ensinamentos sobre a vida. Mesmo após sua morte e depois das contendas que afligiram a vida de seu filho, no momento certo elas foram decisivas.
Siyandra era o completo oposto de seu esposo e foi dela que o menino havia garantido boa parte de seu temperamento. Sua mãe era uma mulher forte, prática, em sua juventude compôs as fileiras das Dora Milaje, guarda pessoal dos reis e rainhas de Wakanda. Assim que seu filho completou cinco anos, ela começou a treinar seu filho, sempre era exigente com o menino, extraindo dele o melhor que podia. Foi Siyandra que manteve a casa por todo o tempo que tiveram em família, sendo renda complementar a de Aluffa. Uma das coisas mais difícil de arrancar dela era um sorriso ou um elogio. Elliot lembra que os únicos momentos em que ela se derretida era ao lado de seu marido. Parecia completamente outra pessoa. Sorridente, divertida, completamente apaixonada. Seu pai cismava que quando o menino era pequeno todos estes carinhos ou sorrisos eram totalmente dedicados a ele, que a mudança de atitude estava primariamente fixada nos próprios costumes da tribo dela, que era diferente de seu pai. Já o rapaz acreditava piamente que essa era a forma de amor que Siyandra entendia e aceitou isso. Uma mãe queria que seu filho fosse forte o suficiente para poder se defender. Estes ensinamentos foram exclusivamente poderosos para ele.
Desde o seu tempo de bebê, havia alguma coisa errada com o garoto. Asad — nome dado por seu pai, sobre a luz da lua e estrelas, segundo a tradição — às vezes, tinha crises de choro quando era criança e nada do que faziam para acalmá-lo funcionava. Quando estas ocorrências ficaram mais comuns, seus pais foram procurar médicos. O único que conseguiu diagnosticar algo foi Doutor Azibo, um neurologista wakandiano. Segundo os diagnósticos dos aparelhos de alta tecnologia, ele conseguiu notar que o padrão de atividade cerebral do menino era completamente anormal para os padrões humanos. Que, além disso, o seu cérebro estava gerando um alto índice de interferência em frequência de onda. Seus pais ficaram ainda mais perplexos quando o bebê de quase seis meses teve um ataque fritando os componentes eletrônicos da sala. Foi neste momento que o doutor explicou que havia chances muito grandes de Asad ser um mutante e que, sobretudo ele deveria ser mantido longe de aparelhos eletrônicos. Ele já explicava que teria cem por cento de certeza com outro exame, mas seus pais logo o prensaram até que ele confessou que haveria um especialista em biologia mutante na Angola e eles rumaram para o país. O bioquímico, Doutor Ghedi, confirmou as suspeitas de seu amigo, reforçou tão logo que eles mantivessem a criança distante da tecnologia e que se possível não expô-la a stress. Tudo isso tornava impossível viver em Wakanda, uma nação rodeada da mais alta tecnologia, foi então que eles mudaram para Namíbia.
Nas casas dos cinco anos, o menino já apresentava uma capacidade intelectual incrível, formando frases inteiras com facilidade, tendo uma base de raciocínio lógico grande e com o remédio que Ghedi havia passado para o casal o menino havia parado de sentir dor de cabeça ou incômodos. Sua memória parecia outra coisa a se estudar. Parecia lembrar-se de tudo que ouvia, via ou sentia desde os dois anos. Mesmo com o isolamento em que se propuseram viver praticamente plantando para comer, o menino ainda teve contato com algumas crianças. Desenvolvendo ainda mais sua curiosidade e sua criatividade. Suas únicas aulas eram as interações que tirava quando estavam junto de seus amigos, as pérolas que conseguia de seu pai e as lições de combate com sua mãe. Na mesma velocidade em que havia brindado essa pro atividade característica da infância, começou a se sentir cada vez mais só. Sentia que o que as crianças da sua idade não o entendiam, cada vez mais ansiava por uma conversa com as pessoas mais velhas, ansiava descobrir e conhecer, se limitando cada vez mais a conversar com seu pai. O tempo foi levando sua inocência e aguçando sua curiosidade. Até que aos sete anos todo esse progresso teve um corte gigante.
Viver na Namíbia, um dos países mais pobres do continente tinha seus pontos bons e era muito difícil. Havia muitas disputas entre diferentes grupos étnicos, os recursos em si eram escassos. Seus pais junto de outros moradores haviam criado uma comunidade sólida. Aproveitavam a terra, cultivavam de forma comunitária, aproveitava ao máximo os ensinamentos em grupo... Naquele lugar estava acontecendo uma microevolução. Não muito longe do lugar, os ânimos entre duas diferentes etnias se acirravam, alguns grupos divididos queria depor a força militar que comandava o país e não demorou uma guerra civil eclodir. No meio do fogo cruzado a pequena comunidade foi alvo fácil das incursões. A bendita memória de Asad não deixa esquecer, que havia saído bem de manhã para se embrenhar na mata como ele gostava de fazer, explorar bem cedo. Pela natureza de sua mãe ela sempre o incentivou a descobrir as coisas por seus próprios olhos. Enquanto estava fazendo isso, foi interceptado por um dos grupos guerrilheiros. Exércitos como esse, sempre recrutavam ou raptavam uma gama ampla de crianças. Fáceis de “domar”, diriam eles. Depois daquele dia nunca mais viu seus pais. Foram exatamente seis dias na mata, andando com pouca comida ou água, só para chegar no acampamento deles. Para não fugir foi acorrentado nas mãos e pés andando junto com outros em fila. Presenciou o que acontecia com quem fugia. Ou eram fuzilados ou os cães faziam o trabalho sujo. Visto isso ele começou a tentar conhecer as outras crianças, precisava saber alguma notícia de seus pais. Uma das crianças o informou de que muitas aldeias naquela área haviam sido queimadas e ele estremeceu de todo com a notícia. Precisava ter certeza, só não teve a chance. À medida que seguiam o grupo de meninos conhecia mais sobre eles, estes guerrilheiros capturaram crianças de outros lugares da África, muito não estava certo. Seriam traficantes? Viu outras crianças de fuzil e mesmo com poucos mantimentos ainda dava pra sobrevier, planejar uma estratégia. Até que eles chegaram no acampamento.
Em uma chapada, cravada bem fundo na mata, ficava o acampamento. Algumas barracas numa área ampla, dominada por esquadrões da morte liderados cada um por um “comandante”, no total sete com vinte crianças. Seu comandante era um homem negro, forte barba grande, vestindo algumas roupas camufladas ao estilo militar.  O Keniano, a única coisa que sabia sobre ele. Tudo que ele fez foi um discurso, dizendo o quanto eles eram uma família e que todos iriam aprender a amar essa família. A verdadeira tortura começou depois. Sob os cuidados de armas carregadas, eles começaram seu treinamento. Suas primeiras armas eram gravetos, enquanto aprendiam táticas de guerra e como segurar suas armas. Mirar, procurar abrigo, proteger a retaguarda do outro enfim atirar. Armas de fogo de verdade, depois de meses de treinamento. Antes disso, lama, suor, carregando cargas pesadas de munição, em meio ao campo, correndo descalço sem ter com o que se defender. Presenciou, outras crianças mortas, mulheres sendo estupradas, depois mortas, idosos pedindo misericórdia, depois mortos e cada vez mais perdia a esperança nos deuses. Sofreu torturas quando não obedecia, chorou sozinho quando não aguentava mais e ficou dias sem dormir. E quando não tinha mais esperanças, já estava vazio, não lembrava mais dos seus pais, foi obrigado a matar alguém. Um homem havia sido capturado pela milícia, os meninos estavam ansiosos, eles queriam fazer, mas o Keniano olhou para ele enquanto tentava desviar os olhos e escolheu. Deu a ele uma pistola, colocou o homem de joelho implorando e disse que se ele não atirasse ele ia tomar um tiro. Por exatos 15 segundos ele ouviu o homem falar que era um político, que tinha filhos, que não queria morrer, chorou, tudo isso até que um estampido o calou. Parece que sua mente foi levada para outro lugar, um vazio escuro, até voltar a noite. Estava deitado em uma cama, com os dedos tremendo, respiração ofegante e suando. Sua humanidade havia sido engolida.
Dizem que depois que se mata uma vez tudo fica mais fácil, mesmo assim, não foi o que aconteceu. À medida que matava seus sonhos a noite ficavam piores e ele ia perdendo a capacidade de raciocínio. Quando foi anunciado o fim da guerra ele achou que tudo estaria terminado, até que todos eles foram manejados para Wakanda. Voltar para sua casa depois de anos o fez retornar um pouco de sua consciência. Aos 12 anos, se tornou o genocida que eles queriam. E agora? O que seria agora? Ficaram cinco meses andando pela cidade dourada, reconhecendo terreno, disfarçados e a cada contorno de esquina uma lembrança era jorrada em sua mente. Nunca havia entrado na cidade, mas seus pais falavam muito sobre ela e pelo jeito eram muito detalhistas. E depois deste rodeio todo, eles se encontraram bem longe da capital. Toda aquela volta deu-lhe uma intensa dor de cabeça e o Keniano sempre se referia a um chefe e desta vez ele o apresentou. Todos estavam reunidos em volta de uma fogueira do acampamento próximo a uma das fronteiras quando uma sombra gigante surgiu atrás deles. Keniano se levantou fazendo questão de anunciar, M’Baku, o Homem Gorila. Já ouviu sobre ele, traidor do exército. De certo parecia tudo se encaixar. Uma milícia para conquistar o trono de Wakanda. Baku sabia como inspirar as pessoas, era um guerreiro, diziam que era o segundo melhor do país e já havia convencido toda uma tribo que o seguia como seu líder. Tão convincente que acreditou que o Rei Tchala era o culpado pela morte de seus pais, tão culpado quanto os guerrilheiros. A cada dia que se preparavam ele nutria uma raiva ainda maior pelo rei.
No dia da invasão eles se infiltraram na cidade, tudo parecia tão fácil que Asad começou a estranhar alguma coisa estava errada. Quando sacaram suas armas começando o tiroteio, foram surpreendidos por tropas e mais tropas. Os soldados estavam cobertos com alguns suítes tecnológicos, suas armas eram tecnológicas, aviões e carros de guerra preenchiam as ruas. Não havia nenhum civil, todos eram soldados disfarçados, era uma armadilha. Asad, se escondeu, toda aquela aparato juntos no mesmo lugar parecia lhe dar uma intensa dor de cabeça, tão grande que ele não conseguia se manter de pé, foi quando ele soltou um grito muito alto de dor fritando os trajes dos soldados. Seus olhos estavam ardendo, sua cabeça doendo e quando conseguiu se levantar sua visão estava completamente mudada. Conseguia ver toda aquela tecnologia desnuda como um sensor infravermelho: fios, sinais, códigos, câmeras, microfones, carros, aviões, tudo conectado e ele sentiam que podia entendê-las. Demorou alguns segundos para processar a informação. Começou a virar um avião contra o outro os derrubando, carros eram travados, armas paravam de funcionar. Ouvia a central ficar desesperada com o que estava acontecendo, comunicando-se com o Rei e era tudo que precisava para saber onde ele estava. Correu para a posição dele e viu sua magnificência. Sozinho, ele lutava com uma série de milicianos, derrubando um a um. O menino gritou de novo, depois começaram a se concentrar, tentando subscrever as defesas elas eram a coisa mais complicada que ele viu a sua vida toda. Não conseguia quebrar as defesas, mas estava distraindo o rei o suficiente para os outros se aproximarem. Forçou até restringi-lo deixando o de joelhos, enquanto seu nariz sangrava. Uma montanha surgiu esmagando os soldados atrás deles, era Baku. Ele deu um tapa nas costas do menino e passou em direção ao rei. Começou então a dar socos no rei na cara, enquanto ele permanecia de cabeça erguida. O mutante conseguiu ouvir as comunicações, os soldados usavam armas atordoantes, enquanto eles se armavam com armas letais. Tchaka discursava sobre como o Homem Primata era um assassino, que ele não esperava sua justiça, mas o que sensibilizou ao garoto foi quando o rei se dirigiu a ele, citando seu nome, pedindo desculpas pelo que aconteceu. Os outros meninos olhavam para ele com a mesma expressão de dúvida, então ele não resistiu e o soltou. Tchala, aparentemente sinalizou para alguém pelo seu comunicador e começou a dar uma lição no seu oponente. Os meninos começaram a espalhar a notícia se rendendo, o Keniano foi rendido junto e as Dora Milaje (o reforço) surgiu incapacitando os adultos que resistiam a invasão havia sido derrotada.
O rei se fechou junto de seu conselho para discutir o que faria com aquela pequena milícia. Juntaram um conjunto de informações sobre o grupo, jogando para o Rei decidir. Ele ponderou muito sobre a decisão, até que decidiu manter os adultos e o Homem Macaco presos. As crianças teriam suas identidades preservadas, foram mandadas para centros de recuperação na cidade Dourada, enquanto tentavam encontrar o paradeiro de seus responsáveis, se possível. Antes que o povo se sentisse em polvoroso, ele discursou revelando que a situação estava sobre controle, os responsáveis foram presos e as crianças que haviam sido capturadas estavam sendo mandadas para casa, pois haviam se tornado apenas escravos sobre a vontade de M’Baku. Tudo funcionou. Logo se voltou para o menino mutante. Ele foi deixado em um dos quartos do salão real, sem saber a razão. A dor de cabeça não o deixava fazer outra coisa se não, ficar deitado na cama esperando a vida passar. Recebia sua comida, tinha livros para ler e não saía do quarto. No terceiro dia, ouviu um toque em sua porta, fora do horário para comer e ao abrir vi o rei. Nunca o viu de tão perto e sem nenhum traje. Com permissão, entrou e ficou de pé de costas para o guarda roupa. Foi direto ao assunto. Seus estudiosos haviam, estudado o DNA do rapaz, descobrindo o gene X, depois criaram esse quarto digitalmente isolado, pois ele não controlava seus poderes. Suscitou péssimas notícias quando disse que seus pais não foram encontrados e depois ofereceu um lugar para ele ficar. Asad depois dos horrores que passou como parte da milícia perdeu completamente seu tato social, ele não conseguia mais se comunicar com as pessoas direito, parecia que as palavras engasgavam na garganta. Assim ele sentiu todo o pesar por seus pais, queria fazer o enterro deles, mas naquele momento só balançou a cabeça.
Asad ficou grato consigo mesmo por estar errado sobre o rei e percebeu que havia perdido muito tempo com uma caçada contra o inimigo errado. Tornou-se o que ele mais odiava, seu próprio inimigo, um genocida, um escravo da vontade de outro, ele tinha ódio e nada disso passou despercebido por Tchala. Primeiro deu algumas coisas para ele fazer, instruindo alguns especialistas a lhe dar aula sobre tecnologia, lembrando as aulas com seu pai, depois conheceu Akili, chefe do exército, ele ensinou o rapaz a lutar de forma honrada, inflexível, que lembrava sua mãe. Diferente de todos eles, os que mais lhe deram direção foram os mais velhos Hodari, estrategista, chefe da inteligência e a Rainha Mãe, Ramonda. Os dois o tratavam com um respeito admirável, a forma com que falavam exalava compreensão, apesar de tratarem assuntos sérios, muitas vezes eles eram os únicos que ainda o viam como uma criança. Se algum dia teve avós, sem dúvidas eles deveriam ser assim. Amava quando Ramonda o tirava do palácio levando ele para viajar e eram esses poucos momentos que conseguia sorrir, brincar, ser feliz. Os estudos de Asad foram muito rápidos, ele parecia armazenar tudo que lia sem dificuldade, até que foi encarregado de transformar as tecnologias Pantera Negra e Real em verdadeiras máquinas praticamente impossíveis de hackear. Tudo que tinha que fazer era hackear a tecnologia mentalmente e depois fechar os próprios buracos que ele abriu. Esse processo demorou dois anos de sua vida. Graças a essas seções suas dores de cabeça haviam desaparecido e sua habilidade cada vez se tornava mais instintiva. Pantera sabia o quanto era arriscado e decidiu apostar neste plano para fortalecer o seu país. Qualquer coisa ainda poderia colocar o mundo contra o menino, só pelos seus crimes de guerra. Asad não era tão bobo quanto parecia também, deixou uma única fresta que só ele poderia achar e invadir. Queria ser leal, mas não queria ser usado e jogado fora depois. Nas vezes em que tinha que ficar preso usava o próprio satélite wakandiano para ver tudo, ficar informado das notícias e mesmo tentando esconder a saudade de sua família só aumentava. Em uma de suas seções de trabalho, irritado com tudo que acontecia, soltou um pulso de informação que foi espelhado para fora do planeta, “quero achar meus pais.” A mensagem foi tão sutil que ninguém da central conseguiu decodificar, ou mesmo muitos alienígenas da galáxia, enquanto a mensagem repercutia imperceptível, até que algo o ouviu.
Era manhã em Wakanda, mais um dia normal na cidade de Birnin Zana, o menino acordou aquele dia um pouco tarde, levantou-se pronto para fazer seu café da manhã. Abriu a central de notícias se informando sobre todas as coisas e tomando café. Até que um alerta foi ativado, eles haviam entrado em código vermelho. Ele correu para central, tudo para ser informado que alguma coisa vinda de fora da Terra parecia que iria cair em território nacional. O corpo estranho caiu próximo a Cidade Dourada. Hodari aconselhou o rei a levantar os escudos caso isso fosse um ataque alienígena e Tchala recusou com a desculpa de não provocar pânico desnecessário por hora. Asad sentia uma estranha sensação ao mesmo tempo em que um pequeno zumbido parecia estar entrando na sua cabeça. Soldados foram enviados para conferir enquanto transmitiam para a central, o que eles viam. Um buraco de aproximadamente 25 metros havia sido aberto, no meio da fumaça, bem no centro, uma pequena caixa. Um dos soldados tentou aproximar-se, tocar, quando ela ativou fazendo um pequeno barulho como um toque velho de celular. Então ela começou a flutuar, pegou uma brusca velocidade e foi em direção a Zana. Pantera decretou o baixar de escudos, enquanto os soldados retornavam, mas tudo foi muito rápido, o objeto corria em velocidade supersônica e quando foram ativar as defesas perceberam que tudo estava sendo hackeado. Asad tentava combater a anomalia, mas ela parecia três passos à frente e quando tentou ataca-la o zumbido que sentia dobrou de força quase explodindo seus tímpanos. Como uma bala a caixa invadiu a central e parou bem na frente do garoto. Começou a piscar fazendo os sons até que ele conseguiu entender o que ela falava. “Usuário vinte cinco, encontrado, pronto para uso.” Todos na sala apontavam para a caixa flutuante e depois de muito tempo o garoto disse alguma coisa. “Parem! Não atirem.” Todos olharam para o rei que sinalizou com a cabeça, então o garoto se aproximou e tocou a caixa. “Procurando progenitores... Alvo localizado... Traçando curso... Pronto!” Um portal foi aberto e o menino foi sugado para dentro e foi jogado direto para a Namíbia. Assim que se recuperou e ficou de pé pode ver uma casa queimada. Reconhecia aquela casa, era a sua casa. Toda a vila havia sido queimada pela guerra. Enquanto explorava a casa, a caixa o seguia voando pelo alto até ela apitar de novo. Ele olhou para a porta que era do quarto de seus pais, a empurrou pelos escombros e viu dois corpos carbonizados. Aquilo foi o maior golpe que ele poderia sentir. O menino começou a chorar, caindo de joelhos em cima da porta e quando não tinha mais lágrima para chorar sentiu raiva. Então a caixa pareceu intervir. Logo ela projetou um feixe de luz que se tornou um holograma. “A vingança é uma poça de lama que impregna em nossos olhos e nos cega...” “Jamais tome uma atitude baseado em sua raiva...” “Você é um guerreiro, não deve ter medo de nada...” “Eu te amo, meu pequenino.” “Eu e sua mãe só queremos que você cresça bem.” Todas aquelas cenas eram projeções da memória dele, até momentos que ele nem lembrava porque era muito pequeno. Não sabia como a caixa havia feito isso, mas ela tinha razão, nada de raiva, seus pais confiavam nele e queriam seu melhor, não seria o monstro que os outros queriam que ele fosse. Pegou um montante de terra nas mãos, apertou, começou a fazer o cântico funerário, depois soltou ao vento encobrindo seus pais e fechando seus olhos. Seus espíritos agora deveriam estar em paz. Levantou se, ficou olhando para o horizonte por um bom tempo se perguntando como seria a Terra vista de cima e a caixa mais uma vez pareceu entendê-lo. Avançou para cima dele, se abrindo, liberando junto uma estranha energia amarela que cobriu seu corpo até que todo estivesse coberto de um estranho metal. “Viagem pronta.” Foguetes foram ativados de seus pés e o menino lançou voo para o espaço. Parou na Exosfera, há 700 km’s do chão, viu então toda a Terra e como Wakanda mesmo soberana era pequena comparada a todo o planeta. Até que se cansou e voltou para o país.
Enquanto fazia sua pequena jornada, os técnicos e cientistas tentavam entender tudo que estava acontecendo. Todos estavam tentando rastrear o menino, até que ele chegou. Pousou no palácio e todos ficaram olhando para ele enquanto a armadura retornava ao estágio “caixa flutuante”. O Rei já começou perguntando se o menino sabia o que era aquela coisa, sobre onde ele esteve e ele fez questão de explicar tudo havia descoberto, apenas pra ele. Com sua mente ele descobriu que agora partilhava uma conexão com a coisa, que não fez muita questão de esconder qualquer informação dele, respondendo seus questionamentos. Ela era chamada de Caixa Materna, toda a informação que tinha era de que vinha de um planeta distante, enviada para o usuário 25, Asad, que era agora seu único dono. Não sabia se existia outra e quando foi pedido que rastreasse ela não conseguiu. Depois de analisarem por um ano, as únicas outras coisas que conseguiram foi perceber que ela convertia as emoções do usuário naquela estranha energia que não conseguiram rastrear, parecia aprender com ele e com essas emoções absorvendo certa parte de sua personalidade. E a informação mais importante era que pelo menos essa tecnologia não era perigosa enquanto fosse de Asad. Pelo contrário, com ela, o rapaz conseguiu dobrar a defesa contra hackeamento, agora contra ataques alienígenas tecnológicos avançados. Ramonda havia martelado tanto na cabeça do Rei sobre a situação do menino que ele decidiu tomar uma decisão. Chamou um casal conhecido. Cientistas wakandianos que trabalhavam em empresas do país nos Estados Unidos e explicou a situação do menino. Logo chamou a Rainha Mãe e juntos tiveram uma conversa com o mutante. Disse que conhecia uma mutante que poderia ajuda-lo na América, que ele poderia ser criança, enquanto aprendia ainda mais sobre seus poderes. Uma vida nova fora daquela cidade e uma chance de ter novos pais, amigos. Ele desconfiou no início e só largou isso porque Ramonda confiou que seria melhor, nela confiava.
Aos 16 anos, ele viu uma nova vida. Não era mais Asad, Elliot Gibbins, filho de Jack Gibbins e Dona Gibbins, amadrinhado pela própria Ororo Monroe, aluno no Instituto Xavier. Mais do que isso, agora além de sua identidade civil, era o iBoy. Tudo seria um eterno final feliz ou ao menos próximo, até que novas pessoas não aparecessem por toda África, manifestando mesmos poderes da Caixa Materna. A contagem desses objetos havia acabado de multiplicar e nem todos eram heróis. Só ele poderia tomar conta disso.

OBJETIVOS/MOTIVAÇÕES
Reverter o genocídio que teve parte praticando boas ações e salvando vidas como uma compensação
PREFERÊNCIAS
Viciado em tecnologia
EXTRAS E LINHA DO TEMPO
Tem duas identidades e é considerado refugiado politico por Wakanda
Guarda um profundo elo com Ramonda, a Rainha Mãe e Hodaki, chefe da inteligência wakandiana
Tem medo do que Tchala possa fazer contra ele
Filho adotado de Jack e Dona Gibbins, dos quais não criou muito elo, mesmo que eles tentem
Sua madrinha Ororo, o mantêm sob seus olhos na academia, os dois se entendem bem

FÍSICO OCUPADO: NAGISA — KANTOKU
LU


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