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[RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

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[RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Dom Jan 31, 2016 7:41 pm


James Taylor - Primeira Consulta

Participantes: James Taylor Evans, Elizabeth Finnighan
Local: Consultório Particular de Elizabeth
Imagem do Local: Aqui
Data: 23/02/2016 - 09:00 am
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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Dom Jan 31, 2016 9:10 pm

"Tem coragem de encarar teu próprio abismo?"
WELCOME TO ABYSS.

O relógio de Elizabeth marcava 8:53 am, assim que ela olhava no celular silenciado, deligando e guardando-o no bolso logo em seguida. Não podia deixar o celular tocar, nem mesmo por acidente enquanto estivesse com um paciente, algo imperdoável para alguém tão perfeccionista e profissional como Elizabeth. Ela ajeita os vasos em cima da mesinha, afim de alinhá-los numa posição simétrica do ponto de vista de sua poltrona, ajeitando em seguida a caixa com lenços de papel, algo que era frequentemente usado por quem passava por ali.
Com um borrifador, ela limpa as poltronas de couro branco rapidamente, tirando qualquer mancha do estofado, e deixando no ar um cheiro característico de álcool, parando na frente da porta para observar o ambiente da sala, à procura de algo fora do lugar:

- Ok...

Ela fala, pegando um espelho de maquiagem em sua bolsa, para verificar se sua maquiagem estava certa. Primeiro, o alinhamento dos cílios, depois a simetria do delineador... Maquiagem discreta, sem ser chamativa. Um penteado simples num rabo-de-cavalo dominatrix atrás da cabeça, uma clara "assinatura" de sua postura profissional, sem frizz no cabelo, nem mecha solta. Elizabeth retoca o brilho labial discreto, sem muita cerimônia... Ela guarda seus objetos na bolsa, colocando-a numa das gavetas da mesinha ao lado da sua poltrona, e procurando em sua agenda o nome de seu paciente daquele horário.

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Primeira Visita

Mensagem por James Taylor Evans em Dom Jan 31, 2016 9:58 pm

TOC TOC


Eu ainda não acreditava que estava ali.Após todos aqueles anos... Estava ali, na porta de uma psicóloga. Depois do... incidente da igreja.... nunca mais havia conseguido levar uma vida normal, de uma pessoa normal. Pelo menos não em todos o sentidos. Isso havia me levado até mesmo a mudar de país, saindo de minha amada Inglaterra e vindo para Nova York. Naquela época pelo menos me parecia o melhor a fazer, precisava de uma mudança de ares. E até hoje não consigo me decidir se fiz bem ou mal.
Vestia naquela manhã de fim de inverno, uma roupa casual, pois havia tirado a manhã de folga e ainda voltaria para casa antes de ir para o laboratório. Eram então 8:58 e faltavam dois minutos para o horário que havia marcado. Assim, começo a andar de um lado para o outro, lentamente, em frente a porta da psicóloga, esperando dar o horário.
"Fique calmo, não tem motivos para ficar nervoso, ela só vai te fazer algumas perguntas, e você vai ter que responder, nada mais do que isso... Ela não vai te julgar, esse é o trabalho deles, ajudar quem necessitar sem julgar... Mas será que eu preciso mesmo disso, eu só não quero mais me relacionar, não preciso e não quero mais para não acontecer igual com a", estava pensnado, sendo interrompido por um apito baixo, no momento que ouvi meu relógio de pulso me avisar que eram 9 horas.
Nesse momento, coloquei minha cabeça no lugar novamente, conferi minhas roupas para ter certeza que não estavam desarrumadas ou sujas, e bati na porta.
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*OBS: Não está usando óculos

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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Dom Jan 31, 2016 11:17 pm

"Tem coragem de encarar teu próprio abismo?"
WELCOME TO ABYSS.



Elizabeth procurava na agenda, até ver o nome "James T. Evans". Era seu novo paciente, se lembrava de tê-lo atendido por telefone, e como a grande maioria das vezes quando os pacientes entravam em contato pela primeira, não tinha adiantado o motivo de procurá-la. O que era compreensível, em vista da discrição que a maioria deles procurava. Ou não, alguns poderiam simplesmente se exporem, o que geralmente poderia indicar ser esse o tipo de problema que o paciente poderia estar tentando resolver... Não era o caso.
Enquanto Elizabeth se perdia em pensamentos e memórias, ela ouve o som de batidas na porta, se levantando em seguida e indo até a mesma. Ela alisa seu terno, para desfazer qualquer sinal de dobra do tecido, esperando três segundos antes de abrir... Ela abre a porta, observando o homem por alguns milésimos de segundo... A barba por fazer, os cabelos claros de corte curto, o cachecol não alinhado, o casaco de lã, o colete... Não que Elizabeth fosse especialista em moda, e não era, mas ela sabia que o colete de lã era algo realmente anacrônico, mas enfim, não era função dela dizer qualquer coisa sobre isso:

- Bom dia, sr. Evans. Pode entrar.

Elizabeth fala sorridente, fazendo sinal para que o homem entrasse na sala, e se sentasse em uma das poltronas.

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"Senho...rita Finnighan"

Mensagem por James Taylor Evans em Dom Jan 31, 2016 11:49 pm

"Senho...rita Finnighan"


Após ter batido na porta, esperei alguns segundos até que está se abriu revelando a psicóloga: uma mulher mediana, cabelos longos, pele clara, roupas sociais, com uma postura rígida... mas um jeito calma, e sorridente. Abro um sorriso um pouco tímido, e cumprimento a mulher:
- Bom dia senho... - olho para a mão da mulher - ...rita Finnighan. Com sua licença - digo entrando no consultório dela um pouco reservado e indo instintivamente para a poltrona que pensei estar mais longe da dela.
Por algum motivo, pessoas que tentavam me analisar me davam um pouco de medo e isso me fazia esquivar instintivamente e inconscientemente delas as vezes fisicamente e as vezes psicologicamente. A primeira reação que tive ao adentrar no consultório foi uma pequena dor nos olhos pela claridade do local. O ambiente era todo branco, paredes, chão, tapete, cortinas, móveis, até as tomadas! Aquilo me desconcertava. Todo aquele branco... me deixava mais nervoso e tenso do que já estava naquela situação. E o mais irônico era que trabalhava em uma situação muito parecida com aquele, pois os laboratórios eram todos brancos, os jalecos eram brancos, até os instrumentos tendiam a ser claros, mas talvez por não estar em uma ambiente que considerava no meu campo de trabalho, e estar preste a ser analisado por uma pessoa que nunca havia visto antes, aquilo só me deixava mais nervoso.
Por fim, fiquei a observar a mulher ainda meio encabulado esperando ela começar a falar.
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Última edição por James Taylor Evans em Seg Fev 01, 2016 12:56 am, editado 1 vez(es)
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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Seg Fev 01, 2016 12:45 am

"Tem coragem de encarar teu próprio abismo?"
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- Apenas Elizabeth, por favor.

Elizabeth responde para o homem, cumprimentando-o e abrindo caminho para que ele pudesse entrar. A escolha da chamada pelo nome era uma forma de criar empatia, dar segurança e sensação de proximidade, além de quebrar a formalidade de um espaço onde ela deveria ser a menor possível. Ela fecha a porta, passando a chave para não haver qualquer tipo de perturbação externa, mas sem tirá-la da fechadura. Tratava-se de um simbolismo, mostrando para o paciente que apesar de qualquer coisa, aquele espaço era apenas para ele, mas que não era um prisioneiro, e podia sair quando lhe fosse da vontade.
Ela se vira de frente para a sala, observando que o sr. Evans havia escolhido a poltrona que o manteria mais distante dela e, por consequência, a poltrona um pouco mais isolada, também mais próxima da porta não por coincidência. O canto, a porta, e a distância, uma tríade da zona de conforto, a "proteção" do consciente em negar uma condição que, na maioria das vezes, é um comportamento cultivado por algum tempo a fim de negar algum trauma, ou acontecimento. Parecia fácil resumir tudo, mas não era simples, e cada caso, era um caso, leviandade não era um erro profissional que Elizabeth cometeria:

- Sr. Evans, quer beber alguma coisa?

Ela pergunta para o homem, enquanto se sentava em sua poltrona.

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"Respira... fundo..."

Mensagem por James Taylor Evans em Seg Fev 01, 2016 1:35 am

"Respira... fundo..."


Elizabeth era uma pessoa calma, pelo menos até onde conseguia notar. Chama-la pelo primeiro nome era algo estranhamente calmante, talvez por tirar um pouco da formalidade do senhorita, algo que trazia comigo desde os tempos de Inglaterra.
Mas aquilo era outra coisa que me deixava nervoso. Toda aquele ambiente branco, pequeno, fechado, e ela ali, calma, silenciosa, prestativa, sorridente, eram um contraste tão grande que me faziam ficar com a pulsação alta, nervoso, sem previsão para abaixar e me acalmar. Nunca fui de ter medo de lugares fechados, até morei durante minha graduação em uma kitnet que dividi com um amigo, então espaço era algo que não tinha. Mas naquele ambiente me sentia oprimido, preso, como um pássaro em uma gaiola.
Mas foi no momento em que ouvi o trinco da porta girar e percebi que ela havia trancado a sala, mesmo deixando a chave na porta, foi que quase enlouqueci, empurrando instintivamente a poltrona para trás, até perceber que havia feito barulho, e segurando com força nos braços da poltrona. Só então percebi o que havia feito e que ela poderia ter notado. Comecei então a respirar fundo e várias vezes, sentindo a boca seca, e pensando "Se... acalma... respira fundo... nada de mal vai te acontecer.... ela só vai... te fazer perguntas... a chave ta bem ali... se quiser pode sair ainda...".
Foi no momento que estava tentando me acalmar, ainda olhando para a porta e segurando firme nos braços da poltrona que ouvi a voz de Elizabeth novamente, perguntando se eu queria algo para beber. Percebendo o que minhas mãos estavam fazendo, soltei elas lentamente e as coloquei em meu colo. Ao abrir a boca para falar, engulo em seco e molhei os lábios inconscientemente, e apesar de estar com a boca seca, neguei o convite educadamente:
- Não, obrigado senhorita Finnighan - somente segundo depois percebi o que havia feito, e me corrigi rapidamente - N-n-não, quis dize-ze-zer Elizabeth.

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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Seg Fev 01, 2016 1:07 pm

"Tem coragem de encarar teu próprio abismo?"
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Elizabeth se ajeita na poltrona indo para frente, com os braços apoiados na perna olhando para James, com uma expressão tranquila junto ao gesto que sugeria confidencialidade:

- Sr. Evans, antes de começarmos, queria explicar algumas coisas. A primeira delas, é que este é um espaço para você, totalmente seu. Não há absolutamente nada que não possa ser falado e discutido aqui, tudo é confidencial.

A psicóloga fala, se recostando na poltrona, cruzando a perna esquerda sobre a direita:

- Em questão de encontros fora do consultório, ficará a seu total critério a forma como agir. Se não quiser falar nada, ou se não quiser que as pessoas saibam que sou sua psicóloga, não irei dizer nada que não permita. E se quiser me apresentar como amiga, sem problemas, o que for dito aqui nunca será repetido, a menos que você o faça, tudo bem?

Elizabeth fala para o paciente, para tranquilizá-lo através da confiança. O sigilo profissional não era apenas uma prática para a psicóloga, mas uma forma de vida, nem mesmo com seus amigos mais próximos ela abria mão de tal conduta. Ela se ajeita na poltrona, e fala para o paciente:

- Dito isto, pode ficar à vontade para começar, sr. Evans.

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Última edição por Elizabeth Finnighan em Seg Fev 01, 2016 4:25 pm, editado 1 vez(es)
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"Sim, tudo bem."

Mensagem por James Taylor Evans em Seg Fev 01, 2016 2:23 pm

"Sim, tudo bem."


Me controlando física e psicologicamente, respiro fundo sentindo ainda minha pulsação alta. É nesse momento que vejo Elizabeth se sentar e dobrar o corpo em minha direção dizendo algumas coisas sobre o lugar. Ao término daquilo, confirmo com a cabeça lentamente, fazendo um grande esforço para não travar novamente.
Quando ela recosta na própria poltrona, solta a respiração que prendia inconscientemente durante uns poucos segundos. É quando ela volta a falar, dessa vez sobre encontros fora do escritório, e novamente fico nervoso, mas ainda assim tentando prestar atenção em suas palavras e respirando fundo para me controlar. Quando esta termina, e me faz uma pergunta para confirmar se eu havia entendido tudo o que ela disse, umedeço os lábios novamente sentindo esses secos e confirmo com a cabeça dizendo:
- Sim, tudo bem.
E então começa o pior momento. Ela dizia que era a hora para eu ficar a vontade e começar a dizer. Imediatamente comecei a sentir minhas mãos tremerem e meu corpo a sua frio. Não sabia o que fazer, o que dizer, como reagir. Não sabia o que ela pensaria de mim, o que falaria, o que entenderia.... ou não. Por fim, após dois minutos sem falar nada somente a olha-la vidrado, respirei fundo e perguntei, tentando iniciar por alguma coisa:
- A senhorita tem alguma experiência com casos de problemas... traumas... de relações entre pessoas?

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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Seg Fev 01, 2016 3:24 pm

"Tem coragem de encarar teu próprio abismo?"
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A psicóloga espera até que James se sentisse pronto para falar. Era natural que a maioria dos pacientes encontrassem dificuldade em abordar o assunto na primeira consulta, ou mesmo que pudessem até  falar sobre ele... As terapias muitas vezes eram verdadeiros mistérios até mesmo para os psicólogos, enquanto o medo também poderia ser um obstáculo. As pessoas geralmente tinham a imagem do profissional psicólogo como alguém capaz "ler mentes", ou então "convencer as pessoas de qualquer coisa", ou até mesmo "hipnotizar"... Elizabeth não duvidava que, em algum lugar do mundo, talvez pudesse de fato coincidir de um psicólogo ter tais poderes, o que poderia ser uma situação bastante intimidadora, mas que também já havia atendido pacientes, e ouvido falar sobre mutantes que poderiam fazê-lo, sem realmente serem psicólogos. Enfim, não era esse o caso específico dela.
Após um tempo suficiente para que James se sentisse seguro, ele resolve iniciar o assunto. Problemas com relações entre pessoas estariam no topo dos problemas abordados em um consultório, seja de forma direta, ou indireta:

- Sim, muitas pessoas procuram psicólogos e, bom, é relativamente comum os problemas estarem associados a relações diretas, ou indiretas. Mas, não entendi exatamente o que quis dizer... A que tipo de relações você se refere?

Elizabeth fala para James, mantendo um tom de curiosidade.

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E os segundos passavam...

Mensagem por James Taylor Evans em Seg Fev 01, 2016 5:01 pm

E os segundos passavam...


Percebi que quando tentava falar, me acalmar por breves momentos, contudo ao fechar a boca, toda a coragem e a calma que havia conseguido se esvaiam de mim, como se aquele ambiente sugasse tudo para si. Foi quando ouvi a pergunta de Elizabeth, e senti todos meus músculos se retesarem. A muito tempo que não conversava com alguém sobre aquele assunto de forma séria... a pelo menos uns dez anos pelo menos, pelas minhas contas.
"Fique calmo... ela só esta querendo te ajudar... não tem motivos para você estar assim... se conseguiu vir até aqui, também consegue contar sobre... ela... respira fundo... respira fundo e se acalma...", pensava comigo mesmo. Só depois de mais alguns instantes é que estavam passando os segundos depois que a psicóloga fez a pergunta dela para mim.
Me arrumando na poltrona, que em vários momentos se tornavam extremamente desconfortáveis... mais por mim do que por elas próprias, me decido que tinha que fazer aquilo de uma vez por todas... e que iria melhorar depois de contar... ou pelo menos esperava isso. Então disse:
- Vou... vou tentar ser mais expressivo - digo baixo, fechando meus olhos, apertando minhas mãos nos braços da poltrona para fazer tentar fazer elas pararem de tremer e respirando fundo - Estou falando de problemas com relações afetivas dentro de um relacionamento amoroso. A senhorita tem experiência nesses casos?

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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Seg Fev 01, 2016 6:04 pm

"Tem coragem de encarar teu próprio abismo?"
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Elizabeth ouvia atentamente o que James dizia, ou melhor, tentava dizer. Ela mantinha uma expressão pensativa e séria, pensando em que tipo de relação seu paciente estaria querendo se referir... Ela percebia que não havia marca de aliança em eu dedo, o que poderia sugerir que não havia sido casado, ou que um provável casamento poderia não ter durado muito tempo. A idade poderia ser um indicador de crise em lidar com relacionamentos amorosos, a famosa "crise da meia idade", ou até mesmo problemas de impotência, mas a psicóloga sabia que não poderia antecipar nada disso, principalmente se fosse algo relacionado à potência sexual. Tudo a seu tempo, e se fosse, o rapaz lhe diria:

- Sim, tenho pacientes que têm problemas com relações amorosas sim, é certo que cada é um caso.

A psicóloga fala com segurança, tentando tranquilizar o homem. O objetivo era em primeiro lugar, acalmá-lo ao mostrar que era um problema relativamente comum, e que ele não precisaria se preocupar em se sentir "isolado"... E em segundo lugar, passar segurança ao mostrar que havia a experiência da parte dela, em lidar com o problema ali apresentado:

- E exatamente qual seria o problema com relações amorosas?

Ela pergunta de forma séria, porém serena e calma, sem pressionar o homem.

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Começando aos poucos

Mensagem por James Taylor Evans em Seg Fev 01, 2016 6:25 pm

Começando aos poucos


Ao ouvir meu Elizabeth fazer a pergunta de qual seria o problema com relações afetivas, senti meu coração disparar e percebi que o momento havia chegado. Fechei meus olhos e respirei fundo três vezes seguidas tentando controlar minha respiração e construir um tom de voz que fosse calmo o suficiente para ser mantido sem que tremesse. Percebi que minhas mãos estavam começando a parar de tremer, e imaginei que logo logo, muito provavelmente elas voltariam a tremer loucamente.
"É bom começar aos poucos, se colocar para fora tudo de uma vez, é capaz de passar mal", dizia para mim mesmo silenciosamente, e então comecei:
- Muito bem... - disse puxando ar e olhando fixamente para a psicóloga - O problema é não conseguir se relacionar normalmente como uma pessoa normal faria em qualquer idade. Não conseguir se relacionar no sentido relacionado a afetividade da palavra, de uma forma normal. Não ter vontade e até mesmo medo de se relacionar com outras mulheres, simplesmente pela ideia recorrente e presente a mais de dez anos de sofrer tudo novamente como aconteceu da única vez que se doou totalmente... - coloquei para fora de forma muito rápida no começo, mas desacelerando depois, sentindo que as mãos voltarem a tremer e a voz fraquejar por alguns mili-segundos - ... Nem mesmo se fosse para um relacionamento em um curto período de tempo e casual... eu... não consigo... e não posso senhorita Finnighan... - digo por fim, sentindo o corpo inteiro tremer na poltrona - não só as mãos - e a voz quebrar definitivamente. No final, acabo por colocar uma das mãos sobre os olhos, incapaz de olhar para a mulher ali à minha frente.

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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Seg Fev 01, 2016 7:15 pm

"Tem coragem de encarar teu próprio abismo?"
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Elizabeth fazia um sinal sutil com a cabeça, positivo, com uma expressão compenetrada enquanto ouvia o que James tinha a dizer. No momento em que ele afirma há dez anos sofria do problema, ela contem uma expressão de surpresa, enquanto trocava a perna cruzada, dessa vez passando a perna direita por cima da esquerda. Assim que ele consegue falar tudo o que precisava, ela o observa por alguns segundos, medindo que palavras iria usar naquele momento tão delicado:

- Bom, já é um passo muito grande reconhecer que há um problema. Isso geralmente caracteriza a maior dificuldade, e bom, dez anos é um tempo bastante difícil... Na verdade, é muito tempo...

A psicóloga fala, tentando encorajar James. Mostrar que não se tratava exatamente de "fraqueza", mas de ter a justa percepção de até onde um problema poderia ser carregado, até se tornar um peso. Elizabeth já havia tratado de casos de traumas que haviam durado muitos anos, eram trabalhos demorados e que exigiam do paciente uma força de vontade considerável e dedicação:

- James, você sabe que será preciso trabalharmos ativamente para resolver esse problema. Porque não começa falando sobre quando começou esse problema?

Elizabeth fala para o paciente, suspendendo a formalidade de chamá-lo por "sr. Evans", uma vez que ele já havia iniciado o processo de catarse.

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"Até que cheg..."

Mensagem por James Taylor Evans em Seg Fev 01, 2016 9:32 pm

"Até que cheg..."


Fico ali, tremendo no meu lugar enquanto ouvia Elizabeth falar. Ela dizia que já havia dado um passo grande reconhecendo que tinha um problema, e que dez anos com aquele problema era muita coisa. Confirmo com a cabeça, ainda tampando os olhos com uma das mãos e sem conseguir olhar para o rosto da mulher. Não gostava nem mesmo de me ver nos espelhos quando ficava naquele estado, muito menos saber a reação facial dos outros em relação aquilo. Mas continuava respirando fundo e tentando me controlar, até ouvir a psicóloga pedir para eu contar sobre quando começou tudo aquilo.
Respirando fundo de novo, e várias vezes seguidas como fiz anteriormente, segurei minhas mãos, recostei minhas costas no encosto da poltrona, fechei meus olhos sem olhar para Elizabeth, com medo de saber o que ele poderia estar fazendo e comecei:
- Eu estava no fim de meu pós-doutorado, faltando um ano e um pouquinho para acabar, ainda morava em Londres na Inglaterra, de onde sou natural. Nós nos conhecíamos desde os anos de início dos mestrados, e desde o meio do doutorado nos namorávamos. Como o próximo ano para mim seria cheio, nós decidimos nos... - enguli em seco buscando palavras - nós decidimos... decidimos nos casar... ela... ela... - enguli em seco novamente buscando folego e tentando controlar minhas emoções, enquanto revivia cada momento da pior forma possível - disse que já estava na hora de darmos aquele passo... quatro meses depois, havia chego o dia. Estavam todos ali, na igreja, olhando para mim e esperando ela... até que cheg... até que chego... até que... - digo com a voz travada, sentido uma lágrima surgir no olho direito. Respiro fundo e enfiando os dedos na poltrona digo - ... até que chegou a notícia que ela tinha fugido com o primo para a Irlanda. Uma amiga dela apareceu na igreja e contou que ela já estava tendo um caso com ele paralelo ao nosso, e que usava o que tinha comigo de fachada, para esconder aquilo.... - falo rápido, sentindo a garganta fechar e segurando a respiração por vários segundos, para as lágrimas não virem a tona. Logo após, recomeço - ... Quando essa amiga descobriu, ela pressionou minha... ex-noiva... a contar toda a história ou terminar com o primo. Ela prometeu terminar... mas no dia do nosso casamento ela fugiu com ele... e acabou terminando o outro relacionamento paralelo dela... o que havia aceitado se casar com ela... e que havia se dedicado integralmente a ela em toda a vida... - falo respirando fundo e tentando controlar meu corpo, que novamente se tremia inteiro - Após isso, nunca mais a vi, ela, e a família dela, nunca mais se falaram comigo, ou me deram notícias - terminei, deixando o corpo caindo para frente e apoiando a cabeça nas mãos, sentindo o corpo inteiro tremer e a respiração pesada.

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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Seg Fev 01, 2016 10:52 pm

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Elizabeth podia perceber a tensão e nervosismo de James enquanto ele falava. Não era comum um paciente conseguir aprofundar tanto o problema nas primeiras seções, o que a fazia se perguntar se ela não estaria se precipitando, ao deixar James se expôr dessa forma... Por uma questão de profissionalismo, ela não podia impedir que um paciente se abrisse a tal ponto, mas ela sentia que devia talvez levar a questão para um outro ponto, talvez que não causasse tanto desconforto para seu paciente:

- Esse é um trauma bem incomum... Quer dizer, foram muitos poucos os casos que eu trabalhei, que poderiam ser comparados. Principalmente segurado por tantos anos, o que agrava um pouco mais.

Elizabeth fala com segurança, não deixando de passar empatia, mas não deixando que a instabilidade emocional de seu paciente a atingisse... A última coisa que James precisava, era de alguém que desabasse, quando ele precisava de alguém que o ouvisse e lhe passasse segurança. A psicóloga pega a caixa com lenços de papel, oferecendo para James num gesto que misturava tanto educação, quanto solidariedade:

- Mas, você disse que fazia doutorado na época, certo? Porque não me fala um pouco do seu curso?

Elizabeth fala para James, tentando puxar a conversa para um assunto que pudesse deixá-lo mais à vontade.

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Quanto orgulho.

Mensagem por James Taylor Evans em Ter Fev 02, 2016 12:04 am

Quanto orgulho.


Fiquei naquela posição por mais alguns minutos em silêncio, sem controle sobre os tremores do meu corpo e minha respiração, fazendo o máximo de força para segurar as lágrimas, mas sentindo uma ou outra delas escorrendo pela minha face. Conseguia ouvir ao longe Elizabeth dizendo que meu caso era incomum e um pouco mais grave, por causa de tantos anos segurando aquilo. Depois disso só consegui um topo de uma caixa de lenços perto de mim, o que agradeci tomando dois deles e limpando meu rosto, e o chão.
Ouvi a pergunta da mulher, mas ainda assim não conseguia ter forças para me levantar, revivendo hora ou outra algumas das memórias que havia contado, sempre da mais pior e realista forma. Fiquei ali mais alguns minutos, me controlando, até conseguir ter forças para levantar o corpo novamente e encostar as costas no encosto da poltrona, apesar de não conseguir olhar no rosto de Elizabeth. Respirando fundo, penso na pergunta que ela me fez e começo:
- Sim... na... na época eu fazia doutorado. Eu me formei em ciências biológicas no Colégio Imperial de Ciências, Tecnologia e Medicina de Londres. Por mais incrível que pareça eu consegui passar de primeira nele, que é uma considerada uma das mais seletivas universidades do mundo... e na época eu ainda era considerado um aluno medíocre, pelas escolas onde estudei, então não tinha muita esperança de ser aceito, até me chamarem - digo, tomando ar e continuando, sem perceber que a rouquidão na voz havia sido e os tremores diminuídos - Pois então, me formei lá e logo após já entrei em um dos cursos de mestrado da universidade, focado em Genética Molecular de Micro-organismos. Foram dois anos maravilhosos estudando vírus, bactérias, células humanas, e até alguns fungos. Viajei também com o programa de mestrado, foi quando conheci ela... - disse, afastando aquela memória como fazia sempre e continuando, sem perceber que já estava falando com até um pouco de entusiasmo, e sem os tremores corporais - Acabei o mestrado e já fui direto para o doutorado também, ingressando na área de criogenia aplicada a biologia. Era o primeiro ano daquele curso, seríamos a turma de inauguração, e a ideia de estudar organismos que eram capazes de sobreviver em temperaturas baixíssimas era fantástica para mim. Acabei que viajei muito também, conheci vários países como a Rússia, Noruega e Finlândia, por terem alguns laboratórios que estudavam isso. Acabei que finalizei o doutorado e expandi minha tese para o pos-doutorado, onde comecei também a pegar experiência para dar aulas em faculdades. Apesar de nunca ter colocado um pé em salas de aula, e ter ficado sempre no meio acadêmico - termino falando com um certo orgulho e emoção na voz, e olhando para o tapete de Elizabeth.


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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Ter Fev 02, 2016 3:52 pm

"Tem coragem de encarar teu próprio abismo?"
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Elizabeth ouvia o que James dizia, mantendo uma expressão de satisfação, mas ao mesmo tempo uma neutralidade profissional. Ela não era insensível, pelo menos não da forma normalmente associada ao termo... Se permitia admirar as vitórias individuais de seus pacientes, mesmo as anteriores à terapia, da mesma forma que se permitia sentir um pesar pelas perdas, uma vez que a maioria de seus pacientes focavam mais nessa característica, ainda que a sua neutralidade e distância emocional fossem uma característica profissional bastante desenvolvida na personalidade de Elizabeth:

- Pelo que pude perceber, você tem a sua carreira acadêmica como um tipo de medalha. Isso é bom, é difícil para muitas pessoas reconhecerem em seu passado elementos positivos, principalmente quando elas têm um problema tão sério. Acontece que elas deixam de aceitar as medalhas, e passam a medir suas vidas em duas fases, antes, e depois do grande conflito. Ele passa a parecer sempre maior que as vitórias.

Elizabeth fala em tom de conselho, observando que aos poucos, James voltava a se recompôr. Certamente ter conseguido as duas linhas opostas da vida do rapaz era uma ferramenta de trabalho que poderia usar para ajudar seu paciente a observar novas perspectivas:

- James, o que pensa sobre uma nova oportunidade de atuar no meio acadêmico? Não como pesquisador, mas como professor.

Elizabeth fala em tom de sugestão, com um certo ar de curiosidade.

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Novas oportunidades

Mensagem por James Taylor Evans em Ter Fev 02, 2016 4:51 pm

Novas oportunidades


Depois de tudo o que havia falado, me sentia estranhamente leve. A ausência dos tremores, a boca voltando a umidade normal, o coração calmo como nunca. Acredito que era a primeira vez que estava calmo naquele ambiente. Nem mesmo me sentia mais tão oprimido pelo consultório como antes. Ouvia as palavras de Elizabeth com atenção, e quando esta chamou me nome me fazendo uma pergunta, instintivamente virei os olhos para ela, sem perceber, uma coisa que não fazia desde quando comecei a contar as histórias:
- Uma nova oportunidade? Como professor? Bem, eu... eu não sei... - digo devagar pensando por alguns segundos - Eu tive uma certa experiência com isso durante toda a pós graduação, trabalhando com os professores, vendo-os darem aulas e lidando com os alunos, até mesmo dei uma ou outra aula de genética e biologia celular para a graduação da biologia em todos os anos de pós-graduação, contudo, era mais como um convidado do que como um professor per se. Entretanto... - faço uma pausa buscando algumas palavras para tentar me explicar - ... já estou a tanto tempo longe disso, e vi minha mãe ter tanto trabalho com alunos quando ela dava aulas, que não sei se me sentiria confortável em trabalhar com estudantes... no mínimo com estudantes de graduação - chuto tentando não parecer indelicado com a ideia que ela disse.

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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Qua Fev 03, 2016 12:07 am

"Tem coragem de encarar teu próprio abismo?"
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Elizabeth percebe que a ideia não havia sido bem recebida. Tido bem, o objetivo não era realmente oferecer uma ideia ou sugestão, mas fazê-lo reavaliar algumas opções de vida... Enquanto ele se prendesse à uma tragédia do passado, perderia todas as chances de tentar recomeçar. As tragédias sempre são mais fortes que as coisas boas, há uma tendência em priorizá-las nas memórias quando se trata de buscar referenciais para previsões de ação. O ser humano socialmente construído para ser pessimista, ou pelo menos, essa era uma regra entre a população que se admitia a necessidade de uma terapia psicológica:

- Na verdade, essa sugestão foi apenas um "coringa". Meu objetivo era mostrar que havia uma vida antes dela ter te deixado na igreja, você tinha uma coisa que te dava prazer. As pessoas deixam um espaço em nós que é difícil de deixar pra trás, impossível de esquecer na maioria das vezes, mas um fato é que essas pessoas, apesar de deixarem lembranças, sejam boas ou ruins, não são insubstituíveis.

Elizabeth fala com firmeza, mas ainda mantendo a serenidade e calma. Expôr a realidade era uma forma de trazê-lo ao "mundo real", não privado de sonhos inalcançáveis ou pesadelos escabrosos, mas sim trazendo-os numa perspectiva do real:

- Me conte um pouco sobre seus relacionamentos na atualidade, James. Com amigos, colegas de trabalho, as mulheres dos círculos sociais... Como se relaciona com as pessoas?

Elizabeth pergunta, mantendo o tom de curiosidade sutil.

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Descontraindo...

Mensagem por James Taylor Evans em Qua Fev 03, 2016 2:31 pm

Descontraindo...


Ouvia a explicação da mulher atentamente. Entendia o que ela queria dizer com tudo aquilo. O motivo de ela ter feito a pergunta anterior. E fiquei surpreso ao entender o que ela havia tentado. Mas a verdade era que eu tinha e ainda tenho uma vida, mesmo depois dela, que era minha vida acadêmica. Não parei de trabalhar ou estudar depois do acontecimento, e sim me dediquei mais àquela vida, fazendo ela tomar todo o lugar que uma relação amorosa teria.
Aceno a cabeça positivamente para Elizabeth, ao ouvir ela falar sobre as lembranças que aquele tipo de pessoa deixava, e sobre elas não serem insubstituíveis. Nessa hora comento mais para mim do que para ela:
- Deixam lembranças da pior forma possível... - voltando a mim e ouvindo logo em seguida o pedido da psicóloga. Me coloca a pensar por alguns instantes, e começo a dizer devagar:
- Eu.. tenho relacionamentos normais... tirando a ausência dos amorosos. Meus amigos são colegas do trabalho.. alguns alunos de pós-graduação... e até tenho um amigo ou outro em algumas universidades em que colaborei com alguns projetos. Eu saio com eles, damos risadas, conversamos, converso sobre tudo... com exceção de quando eles chegam no papo sobre mulheres... Mas também não ligo de sair sozinho quando marcamos alguma coisa, e eles desmarcam de última hora. Saio sozinho - digo meio encabulado - Sobre as mulheres no meio social... sou normal com elas também, converso, conto piadas, essas coisas... até porque no meu trabalho, o número de homens e mulheres é bem igual. Sem contar que quem trabalha com ciência tem que aprender a trabalhar em grupo seja com quem for, então todo mundo lá tem uma boa convivência... com exceção de um estagiário ou outro, ou um pós-graduando mais saidinho, que vezes ou outra flagro dando em cima de outra estagiária - comento soltando um risinho, lembrando de um episódio em que aquilo havia acontecido.

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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Qua Fev 03, 2016 9:47 pm

"Tem coragem de encarar teu próprio abismo?"
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Elizabeth se ajeita na poltrona novamente, mantendo uma posição confortável enquanto ouvia a explicação de James sobre as suas relações. Alguma coisa não se encaixava, o trauma não poderia simplesmente ser manifesto simplesmente no contato direto com a situação:

- James, eu entendo que às vezes é muito difícil admitirmos que algumas coisas podem nos causar sentimentos ruins. Alguns poderiam achar que é fraqueza, o que é um pensamento equivocado. Um alcoólatra, em regeneração, não sente o peso de seu vício apenas quando tem o álcool na boca, mas o grande peso é justamente as situações que podem lhe fazer ter acesso ao álcool. O mesmo vale para uma pessoa com transtorno de ansiedade, que por exemplo, tem algum trauma referente a acidentes com carro... Ele não vai sentir o peso do medo apenas enquanto estiver perto ou dentro de um carro, mas também em qualquer situação que signifique o contato com um carro.

Elizabeth falava de forma explicativa, demonstrando a natureza do trauma não apenas em situações que se repetem, mas qualquer ocasião em que poderia se repetir, um estado de ansiedade:

- O trabalho terapêutico ele começa primeiro com a total aceitação de que existe um problema, e à partir daí, trabalhar começando por esses aspectos mais amenos que envolvem a situação traumática em si. Você conhece outras pessoas que passaram por traumas parecidos, ou que situações que poderiam ser comparadas?

A psicóloga pergunta, com uma atenção um pouco mais aguçada.

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"Hum... não..."

Mensagem por James Taylor Evans em Qui Fev 04, 2016 12:07 am

"Hum... não..."


Ouvia atentamente o que Elizabeth dizia ali para mim, à minha frente, sobre ser difícil admitirmos que algumas coisas podem nos causar sentimentos ruins, usando como exemplo o caso de alcoólatras e pessoas com transtorno de ansiedade. Mas apesar de tudo aquilo, não entendi a onde ela queria chegar. Eu havia respondido tudo o que me tinha perguntado, e não me lembrava de não ter admitido alguma coisa que me causava maus sentimentos. Me mexendo de forma desconfortável na poltrona, em busca de um posição melhor, abri a boca para fazer uma pergunta, mas ela já acabou por emendar em outra explicação, dessa vez sobre o trabalho terapêutico, e sua forma de trabalhar com traumas. Após ela terminar realmente, me virei para ela e perguntei:
- Como assim srta. Finnighan? Não entendi onde quis chegar com a primeira parte de seu discurso - Após isso, me coloquei a pensar sobre a pergunta que ela me fez. Depois de alguns segundos olhando para o nada, comecei a mover a cabeça negativamente e disse:
- Humm... não... Não conheço não... - falei voltando a encara-la - Apesar de manter um círculo de amizades, este ainda é muito fechado, por causa de serem pessoas somente de onde trabalho, que ainda assim é um número relativamente limitado. E até onde eu sei nenhum deles passou por... uma situação... como a minha.


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Re: [RP FECHADA] James Taylor - Primeira Consulta

Mensagem por Elizabeth Finnighan em Qui Fev 04, 2016 11:50 pm

Elizabeth Finnighan escreveu:
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Elizabeth assume uma postura mais atenta, com um toque sutil de curiosidade, e desafio ao mesmo tempo. Não havia um objetivo de desafiar, mas aquele era um exercício necessário para o próximo passo que a psicóloga iria propôr ao seu paciente:

- O que quero dizer, é que muitas pessoas readequam toda sua vida, após um evento traumático, afim de evitar de todas as formas possíveis qualquer situação que os coloquem de frente com o fruto do trauma, ao invés de realmente encará-lo. No exemplo do alcoólatra, ele poderia ficar muito mais confortável ao se "forçar" a relações com pessoas que não bebem, evitando toda e qualquer forma de se sentir tentados a beberem. Da mesma forma, alguém com trauma de carros pode se "tornar" forçados a nunca entrar em carros, nem mesmo como passageiro.

A psicóloga falava novamente, tentando encontrar uma outra forma de explicar, que não fosse através de exemplos:

- Vamos ver se consigo ser mais clara. As pessoas criam mecanismos pra evitar os gatilhos de seus traumas, ao invés de desenvolver o autocontrole frente a eles. Um alcoólatra sabe que não pode beber álcool sem sofrer uma recaída, aceitar isso é parte de seu tratamento. Alguém com trauma de carro aos poucos, pode retomar sua relação com veículos. E você não precisa se fechar dentro do círculo social, onde todos já te conhecem como o cara que não abre brechas para a "paquera", a zona de conforto que evita o trauma, ao invés de realmente lidar com ele. Acredito que a percepção disso, seja o motivo de você estar aqui, certo?

Elizabeth termina, em tom de pergunta, mas ainda sentindo dúvidas se havia sido suficientemente clara:

- Se uma mulher hoje, que nunca te viu antes pessoalmente nem conversou com você, te abordasse ao sair daqui. Como você reagiria?

Ela fala com uma expressão séria, porém com tom calmo e sutilmente curioso.

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Gaguejando fora do normal

Mensagem por James Taylor Evans em Sex Fev 05, 2016 1:08 am

Gaguejando fora do normal


Elizabeth começava a explicar novamente o que estava tentando dizer para mim, e dessa vez consigo compreender o que queria dizer: que eu havia mudado minha forma de conviver com as pessoas, tentando evitar ao máximo passar por aquele sofrimento novamente. Movimentava minha cabeça afirmativa e lentamente, confirmando o que ela dizia. Após uma breve pausa, ela volta a falar e sendo bem sincera comigo dessa vez, expondo meu problema e o mecanismo que fazia para escapar dele. Ao término, me perguntava se eu estava ali para tentar lidar com aquilo e balanço minha cabeça afirmativamente dizendo:
- Sim Elizabeth... claro, é por isso sim....
Tão logo respondi a ela, esta me faz uma pergunta sobre como reagiria se uma mulher que nunca tive qualquer contato hoje me abordasse ao sair dali. Imediatamente senti meu rosto corar muito fortemente, como sempre fazia quando me fazia perguntas relativas a isso ou era abordado daquela forma. Automaticamente desviei os olhos dela e olhando para baixo comecei a pensar e a falar:
- B-bem eu não faç-ç-ço a mínima ideia do qu-qu-que faria. Nunca fui a-a-algo que me acontecesse ante-te-tes. Pro-pro-provavelmente tentaria ser corte-tes com ela e resolver o proble-blema - dizia, ouvindo minha própria voz gaguejar a todo momento e notando que havia sido talvez breve demais.


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